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25.05.2026 02:57 PM
Os investidores voltam a demonstrar interesse pelo ouro

O ouro subiu 1,2% hoje e passou a ser negociado em torno de US$ 4.562 por onça, recuperando totalmente as perdas moderadas da semana passada.

O catalisador desse movimento foram relatos de que os EUA e o Irã estão próximos de um acordo relacionado ao Estreito de Ormuz. A perspectiva de reabertura do estreito reduz as expectativas de inflação e, consequentemente, a necessidade de manter taxas de juros elevadas por um período prolongado.

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A lógica aqui é algo paradoxal, mas bastante compreensível. Uma redução da tensão geopolítica normalmente tenderia a pressionar o ouro para baixo, por se tratar de um ativo de refúgio. No entanto, a guerra com o Irã e o choque energético resultante têm sido as principais fontes de pressão sobre o metal desde o fim de fevereiro: a inflação elevada impulsionou os juros para cima, e juros mais altos pesaram sobre o ouro.

Agora o mercado inverte a equação: paz significa petróleo mais barato, inflação mais baixa e possibilidade de flexibilização da política monetária — fatores positivos para um metal que não rende juros. É por isso que ouro e títulos sobem ao lado das ações.

Ainda assim, a reação tem sido relativamente moderada, já que o mercado já viu várias manchetes otimistas sobre o Irã que acabaram não levando a resultados concretos. Até agora, os investidores ainda não receberam evidências claras de cooperação por parte do Irã. Questões fundamentais ligadas ao programa nuclear continuam sem solução, permanecendo como o principal obstáculo.

Vale notar que, desde o início do conflito, o ouro ainda acumula queda de cerca de 13% — e, para uma reversão completa da tendência, o mercado precisa de mais do que apenas promessas.

O mercado monetário continua a precificar uma alta de juros pelo Federal Reserve até dezembro, enquanto permanece a incerteza sobre como o novo presidente, Kevin Warsh, irá agir em um cenário de desaceleração da inflação e possível reabertura do Estreito de Ormuz.

Na sexta-feira passada, durante a posse de Warsh, Trump declarou imediatamente que espera cortes de juros por parte do novo presidente do Federal Reserve num futuro próximo.

A prata apresentou uma alta mais forte, avançando 3%, para US$ 77,79. Platina e paládio também operam em alta. Já o índice do dólar da Bloomberg recuou 0,3%.

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No que diz respeito ao cenário técnico atual do ouro, os compradores precisam superar a resistência mais próxima em US$ 4.607. Isso abrirá espaço para um avanço em direção a US$ 4.656, nível acima do qual o rompimento poderá tornar-se bastante difícil. O alvo mais distante situa-se em US$ 4.708.

Em caso de queda do ouro, os vendedores tentarão assumir o controle em US$ 4.546. Se isso acontecer, um rompimento dessa faixa representará um duro golpe para as posições compradas e poderá levar o ouro até a mínima de US$ 4.481, com possibilidade de extensão da queda em direção a US$ 4.432.

Miroslaw Bawulski,
Analytical expert of InstaTrade
© 2007-2026

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