Regulador japonês investiga SANAE TOKEN emitido em nome da primeira-ministra
A agência governamental japonesa Financial Services Agency (FSA) está realizando entrevistas voluntárias com a empresa responsável pela emissão do SANAE TOKEN, criado na blockchain Solana em 25 de fevereiro de 2026. O token foi lançado por uma organização chamada NoBorder DAO como parte de uma campanha intitulada “Japan is Back”, utilizando o nome e a imagem da primeira-ministra Sanae Takaichi sem o seu consentimento. Em 2 de março, Takaichi afirmou, em uma publicação na rede social X que já acumula mais de 63 milhões de visualizações, que não tinha qualquer relação com o token e que seu gabinete não havia recebido um único iene.
Após a negativa pública da premier, o token despencou 58%, passando de uma capitalização de mercado de US$ 27,7 milhões no pico, em 25 de fevereiro, para cerca de US$ 62 mil em 4 de março. A liquidez caiu para aproximadamente US$ 25 mil. A estrutura da venda também levantou questionamentos: 65% dos tokens estavam reservados para os operadores do projeto.
Agora, a FSA considera abrir uma investigação criminal, já que dados preliminares indicam que o operador do token não possuía licença para operar como exchange de criptomoedas. De acordo com a Payment Services Act do Japão, emitir e vender criptoativos sem registro junto ao regulador pode resultar em até cinco anos de prisão ou multa de até 5 milhões de ienes.