Presidente do BCE afirma que o impacto do conflito no Irã sobre a economia da zona do euro continua moderado
Em 20 de abril de 2026, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, afirmou que os efeitos económicos do conflito armado no Irão foram menos severos do que o previsto no cenário mais adverso do regulador. Os níveis atuais de inflação e crescimento na zona euro não atingiram patamares que, no cenário adverso do BCE, seriam considerados críticos.
Os movimentos nos mercados de energia têm refletido uma reação moderada à instabilidade geopolítica, apesar de picos localizados nos preços das commodities. Os preços do petróleo, tanto no mercado à vista como no mercado de futuros, superaram as projeções base do banco, mas os participantes do mercado continuam a antecipar uma interrupção de curto prazo no fornecimento. Ao mesmo tempo, os preços do gás natural nos hubs europeus permanecem abaixo dos níveis previstos no cenário principal do BCE. Christine Lagarde afirmou, em declarações preparadas, que, até ao momento, não foi observada uma subida dos preços da energia suficiente para colocar a economia no cenário adverso.
O regulador continua a monitorizar o impacto da crise no Irão sobre a estabilidade de preços e o nível de atividade económica na união monetária. A ausência de um aumento sistémico dos custos energéticos permitiu que o cenário macroeconómico permanecesse dentro da projeção base do BCE, evitando a necessidade de medidas de emergência. As expectativas do mercado quanto a uma rápida normalização das cadeias logísticas contribuíram para reduzir a volatilidade das commodities. As instituições financeiras mantêm-se cautelosas, mas os dados atuais indicam que a economia da zona euro demonstrou maior resiliência a choques externos do que se antecipava no início do conflito.