De volta a Pleasantville — por que o mundo aceita o monocromático?
Você já assistiu ao filme Pleasantville? Nele, uma cidade dos anos 1950, em preto e branco e ideologicamente estéril, começa a ganhar cor à medida que seus moradores descobrem emoções intensas — paixão, raiva, liberdade e o prazer da arte. Ali, a cor é sinônimo de vida. Ao observar o mundo moderno, parece que estamos assistindo a esse filme ao contrário. Não se trata apenas de uma tendência. É uma mudança global na psicologia da percepção, na qual a segurança da neutralidade prevalece sobre o risco da autoexpressão. Estamos retornando voluntariamente à Pleasantville visual. Até quando?