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20.10.2026 03:52 PM
Todas as tentativas de recuperação fracassaram

Hoje, o ouro permaneceu sob pressão, mantendo a maior parte das perdas da sessão anterior, após uma queda de 0,6%. O ouro à vista é negociado em torno de US$ 4.130/onça. A prata subiu cerca de 0,6%, para US$ 57,44/onça, e a platina e o paládio também registraram ligeiros ganhos.

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O principal vento contrário continua sendo o petróleo, que está próximo de uma máxima de cinco meses. O Irã afirmou que "não tem escolha" a não ser reivindicar o controle do Estreito de Ormuz, enquanto parlamentares norte-americanos se opuseram ao acordo proposto por Donald Trump para o fornecimento de diesel pela Rússia. O petróleo caro alimenta os temores de inflação, tornando mais provável um novo aperto monetário por parte do Federal Reserve.

O mercado de Treasuries dos EUA aumentou ainda mais a pressão. Os rendimentos mantiveram a alta da sessão anterior depois que o repique das ações de tecnologia reduziu a demanda por títulos como ativos de refúgio, pressionando os rendimentos para cima. Para o ouro — que não paga juros —, rendimentos mais elevados e custos de financiamento mais altos continuam sendo ventos contrários.

Os participantes do mercado agora tentam antecipar o próximo movimento do Fed no combate à inflação. As declarações do presidente do Fed, Kevin Warsh, na sexta-feira, antes do início do período de silêncio, não dissiparam as expectativas de que o banco central manterá as taxas de juros inalteradas na reunião da próxima semana. Como resultado, a probabilidade de uma alta de 25 pontos-base nessa reunião caiu para menos de 20%, ante quase dois terços no fim do mês passado. Ainda há cerca de 90% de probabilidade de mais uma alta antes do fim do ano.

Vale lembrar que, em outubro, o ouro permaneceu, em grande parte, acima de US$ 4.100 e entrou em consolidação após uma queda superior a 6% em setembro. Isso ocorreu mesmo em meio à valorização do dólar e à alta dos rendimentos dos títulos. Desde o início do conflito entre os EUA e o Irã, no fim de fevereiro, o metal acumula uma queda de aproximadamente 20% e continua no campo negativo no acumulado do ano, pressionado pela inflação e pelos rendimentos elevados.

Isso significa que o ouro está atualmente preso entre duas forças. O petróleo caro e as apostas em novas altas de juros pelo Fed impedem uma recuperação, enquanto a permanência do metal em torno de US$ 4.100 durante outubro indica que o mercado ainda não está disposto a provocar uma onda acentuada de vendas. Minha avaliação é que o ouro deverá continuar sendo negociado em uma faixa estreita, próxima dos níveis atuais, nos próximos dias. Um avanço significativo só parece provável se os preços do petróleo e os rendimentos recuarem substancialmente.

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Quanto ao cenário técnico do ouro, os compradores precisam superar a resistência mais próxima, em US$ 4.192, para mirar US$ 4.249, nível acima do qual será difícil romper a resistência. O próximo alvo de alta é US$ 4.304.

No movimento de baixa, os vendedores terão como alvo US$ 4.124. Se conseguirem romper esse nível, a saída da faixa de negociação prejudicará seriamente as posições compradas e levará o ouro a recuar até US$ 4.062, com possibilidade de estender a queda até US$ 4.047.

Miroslaw Bawulski,
Analytical expert of InstaTrade
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