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Bancos centrais se desfazem do dólar e acumulam ouro

Bancos centrais se desfazem do dólar e acumulam ouro

A corretora Bernstein elevou de forma significativa sua projeção de longo prazo para o ouro. Os analistas agora estimam que o metal precioso poderá atingir US$ 4.800 por onça já em 2026, avançando para US$ 6.100 até 2030. A revisão das estimativas baseia-se em um novo modelo analítico que incorpora a demanda líquida dos bancos centrais, os fluxos para ETFs e o ciclo de afrouxamento monetário nos Estados Unidos.

O analista Bob Brackett destaca que a demanda institucional continua sendo um dos principais vetores do mercado. Apesar de alguma desaceleração em 2025, as compras por parte dos bancos centrais permanecem significativamente acima dos níveis registrados há três anos. Segundo pesquisas, 95% dos bancos centrais planejam aumentar suas reservas de ouro no próximo ano, enquanto 73% dos entrevistados esperam que a participação do dólar nas reservas globais diminua nos próximos cinco anos. A demanda por ETFs é vista como uma força pró-cíclica, capaz de amplificar os ralis de preços à medida que os fluxos de capital se intensificam.

O ambiente macroeconômico também sustenta o cenário otimista. Os mercados já precificam de duas a três reduções de juros pelo Federal Reserve em 2026. Dados históricos indicam que o ouro se valoriza, em média, 6,53% no ano seguinte ao início de um ciclo de afrouxamento monetário. Assim, dois cortes nas taxas poderiam implicar retornos próximos de 13%. Entre os fatores estruturais adicionais estão o déficit fiscal persistente dos EUA e a tendência global de diversificação das reservas internacionais.

Entre os principais riscos, a Bernstein aponta a possibilidade de taxas reais mais elevadas e uma redução expressiva nas compras por parte do setor oficial. Paralelamente à revisão do preço do ouro, a corretora elevou a recomendação da mineradora Newmont (NEM) para “Outperform”, com preço-alvo de US$ 157. A projeção de EBITDA da companhia foi revisada para cima em 26%, para US$ 21,9 bilhões, diante da expectativa de valorização adicional do metal precioso.

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