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Com a saída dos migrantes e a aposentadoria dos baby boomers, os EUA estão ficando sem mão de obra

Com a saída dos migrantes e a aposentadoria dos baby boomers, os EUA estão ficando sem mão de obra

O mercado de trabalho dos Estados Unidos enfrenta uma escassez de mão de obra em larga escala. Analistas do Barclays alertam que os dados agregados oficiais estão ocultando a verdadeira dimensão do problema. Uma análise dos dados macroeconômicos mostra que, desde o início de 2026, a oferta de mão de obra nos EUA vem diminuindo, em média, cerca de 100 mil pessoas por mês.

Os principais fatores por trás dessa escassez de mão de obra são demográficos e políticos. As medidas mais rígidas de imigração e as deportações praticamente eliminaram o fluxo de trabalhadores estrangeiros que, anteriormente, representavam uma importante fonte de novas contratações. Ao mesmo tempo, a população nativa está envelhecendo e se aposentando. Um fator comportamental agrava o problema: um número crescente de americanos está deliberadamente optando por não trabalhar para cuidar da casa e da família, afirmando abertamente que não pretende procurar emprego.

Para o Federal Reserve, isso representa um problema crônico. A escassez estrutural de mão de obra manterá o mercado de trabalho sob forte pressão e continuará impulsionando os salários para cima. O Barclays conclui que essas tendências são irreversíveis.

No curto prazo, a economia americana terá de se adaptar a uma realidade paradoxal: até mesmo um crescimento zero na criação de novos empregos será considerado suficiente para manter a taxa de desemprego estável.

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