Nova escalada no Oriente Médio pode levar petróleo a US$ 120, alerta Goldman Sachs
A intensificação dos conflitos no Oriente Médio pode levar os preços do petróleo a US$ 120 por barril. Os riscos crescentes para a navegação comercial levaram o Goldman Sachs a recomendar aos investidores que se protejam contra a exposição geopolítica comprando gás natural e diesel.
As tensões em torno do Estreito de Ormuz estão se intensificando. Os Estados Unidos atacaram petroleiros iranianos e estão impondo um bloqueio marítimo aos portos da república, ao mesmo tempo em que escoltam navios mercantes aliados. Teerã respondeu declarando suas próprias zonas de restrição à navegação. Nesse contexto, os contratos futuros do Brent ultrapassaram as máximas de julho e estão sendo negociados acima de US$ 97 por barril, enquanto o petróleo WTI subiu para US$ 92.
Analistas afirmam que o cenário de US$ 120 só se concretizaria se o conflito se alastrasse. Se as exportações da região se normalizarem, os preços poderiam recuar para cerca de US$ 80. No entanto, a crise, que já dura meio ano, afetou mais fortemente os produtos refinados, com os preços do diesel mais que dobrando neste ano.
De acordo com Daan Struyven, codiretor de pesquisa global de commodities do Goldman Sachs, o gás natural e o diesel são os mais vulneráveis a interrupções no abastecimento. A China continua sendo a única força moderadora nos mercados de petróleo bruto, reduzindo de forma pragmática as importações sempre que os preços disparam. No entanto, Pequim desempenha um papel estabilizador muito menor nos mercados de combustíveis refinados e gás natural, tornando esses produtos instrumentos privilegiados para apostar em novas turbulências geopolíticas.